News2026Junho28

Edição #137

28 de junho de 2026

IA fecha quase US$ 1M em vendas por US$ 4

9 notícias

@jasonlk

Agente de IA fecha quase US$ 1M em vendas e custa menos que um café

Jason Lemkin, fundador da SaaStr, uma das maiores comunidades de software do mundo, revelou os números do mês do '10K', o agente de IA que funciona como vice-presidente de marketing da empresa. O resultado: quase US$ 1 milhão em contratos fechados. O custo total com modelos de linguagem (a parte de IA propriamente dita)? Exatos US$ 4,34. Isso mesmo, quatro dólares e trinta e quatro centavos. --- O segredo, segundo Lemkin, é que o agente não depende só de IA para tudo. Boa parte do trabalho pesado é feita por conexões diretas com ferramentas como Stripe e Salesforce, enquanto tarefas mais simples, como notificações e e-mails, rodam em modelos baratos como o Haiku da Anthropic. O custo total de operação do agente no mês ficou em US$ 235, somando todos os serviços. --- Isso coloca em perspectiva uma discussão importante: o valor da IA não está no custo do modelo, está na arquitetura ao redor dele. Quem monta o sistema certo consegue resultados absurdos com modelos que custam centavos.

@rauchg

🧠CEO da Vercel: IA torna o julgamento humano mais importante, não menos

Guillermo Rauch, CEO da Vercel (a empresa por trás de uma das maiores plataformas de desenvolvimento web do mundo), publicou uma reflexão que deveria estar na parede de qualquer escritório: 'Você pode fazer qualquer coisa agora, mas não pode fazer tudo.' Em outras palavras, o poder de execução disparou, mas o gargalo mudou de lugar. --- Para Rauch, o julgamento humano na engenharia é, ironicamente, mais crucial agora. Decidir o que construir, escolher a arquitetura certa, decidir se vale criar algo do zero ou reaproveitar peças existentes, gerenciar a dívida técnica: tudo isso ficou mais importante, não menos. A IA acelerou a execução, mas alguém precisa apontar a direção. --- É uma mensagem que vale para muito além da engenharia. Em qualquer área, a pessoa que sabe fazer boas perguntas e tomar boas decisões vai valer mais do que nunca.

@petergyang

🌙Anthropic está construindo agentes que trabalham enquanto você dorme

Peter Yang, criador de conteúdo sobre produto, entrevistou Jess, líder de produto na Anthropic (a empresa por trás do Claude), e trouxe um detalhe revelador: as melhores equipes de IA estão migrando de simplesmente 'conversar com a IA' para construir agentes que rodam sozinhos por horas, inclusive durante a madrugada. --- Dentro da própria Anthropic, os times usam esses agentes para entender o código da empresa, sintetizar feedback de usuários e até testar decisões de produto sob pressão. A ideia é que o agente receba uma tarefa complexa e vá trabalhando nela autonomamente, sem precisar de supervisão constante. --- É uma mudança sutil mas enorme. Hoje a maioria das pessoas usa IA como um assistente que responde na hora. O próximo passo, segundo a Anthropic, é delegar tarefas que levam horas e receber o resultado pronto pela manhã.

@goodside

🚪A fronteira da IA está se fechando para quem não é empresa grande

Riley Goodside, um dos pioneiros em engenharia de prompt (a técnica de formular instruções para a IA), fez um desabafo que ressoou com muita gente: a era em que qualquer pessoa com cartão de crédito podia explorar os modelos mais avançados de IA está acabando. Os melhores modelos estão cada vez mais restritos a empresas e parceiros, e algo importante está se perdendo. --- Goodside construiu literalmente uma carreira explorando os limites das IAs e publicando suas descobertas online. Segundo ele, esse caminho está se fechando. A tendência é que os modelos mais poderosos fiquem acessíveis a menos pessoas, reduzindo a diversidade de quem testa, critica e encontra problemas. --- É um ponto que vale a atenção. Grande parte das inovações e descobertas de falhas em IA vieram de pessoas independentes testando por conta própria. Se essa porta se fechar, quem vai fiscalizar os modelos que governam cada vez mais decisões?

@TheTuringPost

🗺️O mapa dos agentes de IA para 2026: o que está sendo construído agora

O Turing Post publicou um panorama das tecnologias que vão formar a base dos agentes de IA em 2026. A lista inclui desde agentes que rodam no seu próprio computador (sem depender da nuvem) até modelos que se aprimoram sozinhos, passando por IAs capazes de interagir com o mundo físico, como robôs e veículos. --- Dois pontos chamam atenção. Primeiro, a tendência de agentes locais: programas que funcionam direto na sua máquina, sem enviar seus dados para servidores externos. Projetos como OpenClaw e Hermes Agent apostam nisso. Segundo, a ideia de 'habilidades reutilizáveis', onde você ensina uma vez e o agente repete em contextos diferentes. --- Se 2024 foi o ano dos chatbots e 2025 o dos agentes simples, 2026 promete ser o ano em que esses agentes ganham autonomia real: trabalhando offline, aprendendo com seus erros e interagindo com o mundo físico.

@Saboo_Shubham_

🔓Alternativa gratuita e aberta ao painel de agentes do Claude é lançada

Shubham Saboo lançou uma versão open source (código aberto e gratuito) do Claude Tag, a interface que a Anthropic usa para seus agentes de IA. A diferença fundamental: você escolhe qual modelo de IA quer usar, roda tudo na sua própria máquina e conecta às suas próprias ferramentas. --- O projeto suporta três funcionalidades que importam na prática. Primeiro, interface generativa, onde a IA cria telas e elementos visuais sob demanda. Segundo, respostas em tempo real, sem aquela espera travada. Terceiro, aprovação humana no processo, ou seja, o agente para e pede sua confirmação antes de executar ações críticas. --- Para quem quer experimentar agentes de IA sem ficar preso a um fornecedor (ou a uma mensalidade), é o tipo de projeto que vale acompanhar.

@jerryjliu0

🎯O futuro não é engenharia de prompt, é engenharia de objetivo

Jerry Liu, fundador da LlamaIndex, uma das ferramentas mais usadas para conectar IA a dados, compartilhou uma observação depois de testar a nova funcionalidade /goal: a necessidade de montar fluxos de trabalho manualmente, seja por código, arrastar-e-soltar ou prompt, está desaparecendo. A tendência é especificar o objetivo e deixar a IA descobrir os passos sozinha. --- Na prática, isso significa que o trabalho humano migra de 'dizer como fazer' para 'definir o que fazer e medir se deu certo'. Liu chama isso de 'engenharia de objetivo e avaliação'. Se a tarefa é repetitiva, você coleta exemplos do resultado correto e vai refinando até o modelo acertar mais gastando menos. --- É uma mudança de mentalidade que vai além do mundo técnico. Saber definir metas claras e critérios de sucesso mensuráveis vai ser uma das habilidades mais valiosas na era dos agentes.

@levelsio

🚫Claude Code censura listas de países há mais de um ano e ninguém resolve

Pieter Levels, empreendedor conhecido por criar startups solo, relatou um bug que ele enfrenta há mais de um ano no Claude Code, a ferramenta de programação da Anthropic. Toda vez que ele pede algo envolvendo códigos de países, nomes de países ou menus de seleção de nacionalidade, o sistema bloqueia a resposta por 'violação de política de conteúdo'. --- Levels diz que já reportou o problema antes, mas nunca foi corrigido. É o tipo de falha que parece absurda: um programador não consegue criar um campo de formulário onde o usuário escolhe seu país porque a IA acha que isso é conteúdo sensível. --- O caso ilustra um problema maior dos filtros de segurança em IAs. Na tentativa de evitar conteúdo prejudicial, esses filtros frequentemente bloqueiam coisas completamente inofensivas. E quando o feedback dos usuários é ignorado por meses, a confiança na ferramenta vai corroendo.

@jxnlco

🤝Codex agora conecta Slack ao LinkedIn automaticamente

Jason Liu, engenheiro e criador de ferramentas de IA, demonstrou um caso de uso que mostra até onde os agentes de IA já chegam: ele pediu ao Codex (agente da OpenAI) para encontrar todas as pessoas com quem interagiu no Slack nos últimos 90 dias e adicioná-las automaticamente no LinkedIn. --- Parece simples, mas esse tipo de tarefa envolve acessar uma ferramenta, cruzar dados, encontrar perfis em outra plataforma e executar ações. É exatamente o tipo de trabalho chato e repetitivo que a maioria das pessoas adia para sempre. E é onde os agentes de IA começam a fazer sentido de verdade: não em tarefas geniais, mas nas tarefas que ninguém quer fazer. --- O lado preocupante, claro, é a automação de interações sociais. Receber um convite no LinkedIn de alguém que nem lembra que você existe, mas cuja IA lembrou por ele, é no mínimo estranho.

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