📝Anthropic esclarece: nunca pediu para proibir modelos abertos
Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou uma resposta formal à carta aberta de Jensen Huang sobre pesos abertos em IA. A mensagem central é direta: a Anthropic nunca defendeu a proibição de modelos de código aberto. Segundo Dario, o que a empresa apoia é outra coisa: testes obrigatórios de segurança para todos os modelos capazes, sejam abertos ou fechados, restrição na venda de chips avançados para a China e combate à destilação em escala industrial. --- Ele reconhece os pontos positivos levantados por Jensen: modelos abertos ampliam o acesso, fortalecem a competição e dão mais controle aos clientes. Mas discorda de uma premissa importante. Na visão da Anthropic, não é garantido que modelos abertos ajudem mais quem defende do que quem ataca. A preocupação específica é com biologia: modelos suficientemente capazes poderiam, em tese, ajudar a transformar vírus em armas de nível pandêmico. --- O alvo real, segundo Dario, não são desenvolvedores independentes ou startups: são 'empresas apoiadas por um estado autoritário tentando ultrapassar os EUA na fronteira tecnológica'. É uma posição mais nuançada do que o debate público sugeria, e pode ajudar a destravar conversas regulatórias que estavam travadas num falso binário entre 'proibir tudo' e 'liberar tudo'.


