News09 MaioApple e Intel voltam a trabalhar juntas
Edição #88·9 de maio de 2026·2 min

🤝Apple e Intel voltam a trabalhar juntas

Apple e Intel fecharam um acordo preliminar para a Intel fabricar alguns dos chips que alimentam dispositivos da Apple. O Wall Street Journal reportou que o governo Trump pressionou para que o negócio acontecesse. --- É uma reviravolta histórica. A Apple abandonou os processadores Intel em 2020 quando criou seus próprios chips M1 e nunca mais olhou pra trás. Agora, com a Intel investindo pesado em foundry (fabricar chips pra terceiros) e a pressão americana para trazer produção de semicondutores de volta ao país, as duas voltam a conversar. Não quer dizer que seu MacBook vai ter chip Intel de novo - mas pode significar que parte dos chips da Apple será fabricada em solo americano.

Apple e Intel voltam a trabalhar juntas

O acordo que reacende uma parceria histórica

Apple e Intel fecharam um acordo preliminar para que a Intelfabrique alguns dos chips que alimentarão dispositivos da Apple. A informação foi revelada pelo Wall Street Journal e representa uma reviravolta significativa no mercado de semicondutores, especialmente considerando que a Apple abandonou os processadores Intel em 2020 para criar seus próprios chips M1.

O contexto: a saída da Apple e a criação dos chips próprios

Em 2020, a Apple anunciou a transição dos processadores Intel para seus chips Silicon, começando pelo M1. A mudança foi estratégica: a empresa buscou maior controle sobre a cadeia de produção, otimização entre hardware e software, e redução da dependência de fornecedores externos. Desde então, todos os Macs e alguns iPads utilizam a linha de processadores desenvolvida internamente pela Apple.

A decisão de abandonar a Intel não foi pequena. Na época, representou uma ruptura com uma parceria de décadas e um risco calculados que, pelos resultados, revelou-se bem-sucedido.

Por que agora? O papel do governo Trump e a estratégia da Intel

O acordo surge em um momento de pressão política intensa. O governo Trump pressionou ativamente para que o negócio acontecesse, em um esforço para trazer a fabricação de semicondutores de volta ao solo americano. A Intel, por sua vez, investe pesado em sua divisão de foundry — a fabricação de chips para terceiros — como parte de uma estratégia para competir com a TSMC e a Samsung.

Não se trata de ver chips Intel dentro de Macs novamente. Em vez disso, a Intel deve fabricar parte dos chips da Apple em suas fábricas nos Estados Unidos, fortalecendo a capacidade de produção doméstica de semicondutores.

Impacto para o mercado de semicondutores

O acordo representa um movimento estratégico para ambas as empresas:

  • **Intel**: ganha um cliente de peso para sua divisão de foundry, legitimando sua entrada no mercado de fabricação de chips para terceiros
  • **Apple**: diversifica sua cadeia de suprimentos e reduz riscos de concentração em fornecedores asiáticos
  • **Estados Unidos**: avança no objetivo de reduzir a dependência de fabricação de chips em Taiwan e Coreia do Sul

Por que importa para builders e devs brasileiros

Para desenvolvedores e builders no Brasil, essa mudança traz implicações diretas. A crescente pressão para fabricação doméstica de chips nos EUA pode impactar os custos e a disponibilidade de dispositivos no mercado brasileiro nos próximos anos. Além disso, a diversificação da cadeia de suprimentos de semicondutores tende a trazer mais estabilidade ao setor, reduzindo gargalos que afetaram a indústria global nos últimos anos.

Para quem desenvolve para ecossistemas Apple, entender essas dinâmicas de mercado é importante: a empresa continua investindo em seus chips próprios, mas agora com opções de fabricação mais distribuídas. Isso pode influenciar decisões de roadmap de produtos e, consequentemente, oportunidades de desenvolvimento para a plataforma.

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