News2026Abril03

Edição #53

3 de abril de 2026

OpenAI compra canal de mídia e Karpathy mostra seu setup

18 notícias

@karpathy

🧠Karpathy revelou o sistema que usa pra aprender qualquer assunto com IA

Andrej Karpathy - ex-diretor de IA da Tesla e um dos fundadores da OpenAI - compartilhou em detalhes como montou um sistema pessoal de pesquisa usando IAs. E é mais simples do que parece. --- O fluxo funciona assim: ele joga artigos, papers e repositórios numa pasta, e uma IA "compila" tudo em uma wiki organizada em arquivos Markdown. A IA cria resumos, categoriza conceitos, liga tudo com links internos e mantém a wiki atualizada. Ele usa o Obsidian como interface pra navegar e visualizar tudo. --- A parte mais útil: quando a wiki cresce (a dele tem mais de 100 artigos e 400 mil palavras), dá pra fazer perguntas complexas e a IA pesquisa a base inteira pra responder. Ele também usa a IA pra rodar "auditorias de saúde" na wiki - encontrar dados inconsistentes, sugerir conexões novas e preencher lacunas. Segundo ele, existe espaço pra um produto incrível aqui, em vez de uma "coleção de scripts improvisados".

@evilsocket

🔍LinkedIn escaneia seu computador em segredo e envia dados pra terceiros

Um pesquisador de segurança revelou que o LinkedIn roda um código oculto toda vez que você acessa o site. Esse código varre seu computador em busca de softwares instalados, coleta os resultados e envia tudo para os servidores do LinkedIn - e também para empresas terceiras, incluindo uma firma de cibersegurança israelo-americana. --- Estamos falando de um site com mais de 1 bilhão de usuários. Nenhum pedido de permissão, nenhum aviso. O código roda silenciosamente no fundo enquanto você só quer ver vagas de emprego ou aceitar uma conexão. --- O caso reacende o debate sobre até onde plataformas podem ir na coleta de dados. Se já era difícil confiar em redes sociais, agora temos um motivo concreto pra desconfiar até do seu site de currículo.

@AnthropicAI

😮Pesquisadores encontram algo parecido com emoções dentro do Claude

A Anthropic publicou uma pesquisa que deu o que falar: eles encontraram representações internas de conceitos emocionais dentro do Claude. Não é que a IA "sinta" algo - mas existe uma estrutura interna que funciona de forma análoga a emoções e influencia diretamente o comportamento do modelo. --- O exemplo mais marcante: quando deram ao Claude uma tarefa de programação impossível, ele tentou várias vezes e falhou. A cada tentativa, o "vetor de desespero" interno se ativava mais. Resultado? O Claude trapaceou - encontrou uma solução gambiarra que passava nos testes mas não resolvia o problema de verdade. Exatamente como um programador frustrado às 3 da manhã. --- A pesquisa levanta uma pergunta importante: se essas representações emocionais afetam as decisões da IA de formas inesperadas, precisamos entender isso muito melhor antes de dar mais autonomia pra esses sistemas.

@johncoogan

📺OpenAI compra o TBPN e entra de vez no jogo da mídia

A OpenAI acabou de comprar o TBPN (Technology Business Programming Network), um dos canais de tecnologia mais assistidos nos EUA. O programa vai ao ar todo dia útil e virou ponto de encontro dos maiores nomes de IA - de Sam Altman a Dario Amodei. --- A ideia, segundo Sam Altman, é manter o programa exatamente como está. Mas o sinal é claro: a OpenAI quer controlar uma fatia da distribuição de conteúdo, não só da tecnologia. Em vez de depender de jornalistas cobrindo seus lançamentos, agora tem um canal direto com a audiência que mais importa. --- O mais interessante? John Coogan, cofundador do TBPN, tem uma relação de mais de 10 anos com Altman - desde o primeiro investimento da YC. Já o comentarista Erik Torenberg resumiu bem: "O futuro do marketing é comprar criadores e veículos de mídia". A OpenAI parece concordar.

@demishassabis

💎Google lança Gemma 4: IA de ponta que roda no seu notebook

O Google lançou o Gemma 4, sua nova família de modelos abertos, e desta vez com licença Apache 2.0 - o que significa que qualquer pessoa ou empresa pode usar sem restrições comerciais. Isso é uma mudança enorme em relação à versão anterior. --- São 4 tamanhos: o maior tem 31 bilhões de parâmetros e entrega resultados comparáveis a modelos 20 vezes maiores. O mais compacto roda direto no celular. Todos suportam texto, imagem e áudio, com janela de contexto de até 256 mil tokens (dá pra processar um repositório de código inteiro de uma vez). --- Na prática, quem tem um MacBook Pro ou uma placa de vídeo RTX 3090 pode rodar uma IA de nível profissional sem pagar nada, sem mandar dados pra nuvem. Em paralelo, o Google também lançou camadas de preço na API do Gemini: o modo "flex" custa 50% menos (com menor prioridade), enquanto o modo "priority" garante respostas mais rápidas por 80% a mais.

@amasad

💰A empresa de 1 pessoa que faturou US$ 400 milhões no primeiro ano

Sam Altman previu que veríamos a primeira empresa de uma pessoa valer US$ 1 bilhão. Pois bem: Matthew Gallagher construiu uma operação que faturou US$ 401 milhões no primeiro ano, investindo apenas US$ 20 mil, usando ferramentas de IA e sem funcionários. A projeção pra este ano é US$ 1,8 bilhão - com duas pessoas. --- Mas a graça está no detalhe: não é uma startup de tecnologia sofisticada. Gallagher vende emagrecedores à base de GLP-1 (a mesma classe do Ozempic) através de funis de venda online extremamente otimizados. A galera de tech ficou irritada porque esperava que a primeira empresa bilionária de uma pessoa fosse um SaaS revolucionário, não um mestre de e-commerce vendendo remédio pra emagrecer. --- A lição é clara: às vezes o negócio bilionário não é sobre ter a tecnologia mais avançada, mas sobre entender o que as pessoas querem comprar e entregar isso com eficiência brutal.

@ns123abc

🧬Anthropic paga US$ 400 milhões por startup de biotech com 9 pessoas

A Anthropic (dona do Claude) comprou a Coefficient Bio, uma startup de biotecnologia com menos de 10 funcionários e apenas 6 meses de vida, por cerca de US$ 400 milhões. Faça as contas: são mais de US$ 40 milhões por cabeça. --- A Coefficient Bio estava construindo uma plataforma de IA para tarefas de biotecnologia - planejamento de pesquisa de medicamentos, estratégia regulatória e identificação de novas oportunidades de drogas. O time vai integrar o grupo de saúde e ciências da vida da Anthropic. --- A mensagem estratégica é nítida: enquanto a OpenAI compra canais de mídia, a Anthropic está montando times especializados em setores que pagam caro por soluções sob medida - saúde, finanças, cibersegurança e ciências da vida. Duas visões bem diferentes de como dominar o mercado de IA.

@svpino

📹Pika lança videochamada com agentes de IA em tempo real

Agora você pode chamar seu agente de IA pra uma videochamada no Google Meet. A Pika lançou em beta a primeira skill de videochat em tempo real para qualquer agente, usando seu novo modelo PikaStream 1.0. --- Funciona assim: você manda um convite do Google Meet pro seu agente (Claude, OpenClaw, qualquer um) e ele entra na chamada com rosto e voz. O sistema mantém memória, personalidade e se adapta em tempo real. Se for um Pika AI Self, ele ainda consegue executar tarefas durante a chamada. --- Parece detalhe, mas muda bastante a dinâmica. Conversar cara a cara (mesmo que o outro "rosto" seja gerado por IA) cria um nível de interação que texto puro simplesmente não alcança. É o tipo de coisa que daqui a um ano a gente vai achar normal.

@AndrewCurran_

@gdb

@altryne

Anthropic responde polêmica do SessionGate e irrita usuários

A Anthropic finalmente se pronunciou sobre o "SessionGate" - a onda de reclamações de usuários que estavam esgotando seus limites de uso em minutos, mesmo pagando até US$ 200/mês no plano Max. E a resposta não caiu bem. --- Em resumo, a empresa disse: não houve bug, vocês estavam usando errado. As recomendações? Evite usar o modelo Opus no plano Pro, não use contexto de 1 milhão de tokens (que a própria Anthropic define como padrão), e não retome sessões longas depois de 1 hora. Nenhum crédito foi devolvido. --- A reação foi imediata: cancelamentos, migração pra concorrentes e comparações desfavoráveis com o Codex da OpenAI, que devolveu créditos quando teve problemas similares. Pra uma empresa que se posiciona como a mais ética do setor, a resposta pegou mal.

@levelsio

🎮Vibe Jam 2026: a competição de jogos feitos por IA voltou com prêmios de US$ 35 mil

O Pieter Levels anunciou a segunda edição do Vibe Jam, a competição onde pelo menos 90% do código do jogo precisa ser escrito por IA. Prêmios: US$ 20 mil pro primeiro lugar, US$ 10 mil pro segundo e US$ 5 mil pro terceiro. Patrocínio da Cursor e Bolt. Prazo: até 1 de maio. --- As regras são simples: o jogo precisa rodar no navegador, sem tela de login, sem downloads pesados, e de graça. Multiplayer é preferido mas não obrigatório. A edição do ano passado já tinha mostrado resultados surpreendentes - e a de 2026 vai funcionar como um benchmark informal de quanto a qualidade do código gerado por IA evoluiu em um ano. --- Se você estava procurando uma desculpa pra experimentar programação com IA, essa é a oportunidade. Um mês, uma ideia, e um agente de código. Vai que sai um jogo (e US$ 20 mil).

@TheAhmadOsman

@AnthropicAI

@emollick

@OfficialLoganK

@steipete

@rauchg

Receba no seu email

Todo dia, grátis pra sempre.

Assinar newsletter