🐍Anthropic segue o manual predatório clássico do Vale do Silício
A história é de arregalar os olhos. Mike Krieger, diretor de produto da Anthropic (a empresa por trás do Claude), fazia parte do conselho da Figma, a ferramenta de design que meio mundo usa. Ele renunciou no dia 14 de abril. Três dias depois, a Anthropic lançou o Claude Design, um produto que faz exatamente o que a Figma faz: gerar protótipos, slides e peças visuais, só que por conversa com IA. As ações da Figma caíram 7% no dia do lançamento e já acumulam queda de cerca de 80% desde o pico, evaporando quase 50 bilhões de dólares em valor de mercado. --- Mas o caso da Figma não é isolado. A Anthropic fez o mesmo com a Cursor, que construiu a categoria de assistentes de código em cima dos modelos Claude. A Cursor era uma das maiores clientes da Anthropic, e seus dados de uso passavam pela infraestrutura da empresa todo dia. Aí veio o Claude Code, entrando no mesmo mercado com todas as informações que precisava. O padrão se repetiu com Claude Science, Claude Security, Claude Legal e Claude Financial: cada um atacando verticais que antes eram atendidas por empresas que dependiam dos modelos da Anthropic. --- A lição é dura. Toda empresa que constrói seu produto em cima de um modelo fechado de IA está, na prática, entregando seu plano de negócios para quem pode virar seu concorrente amanhã. É a versão moderna daquela velha tática que a Amazon e o Google já usaram antes: primeiro seja a plataforma, depois copie quem mais lucra nela.


