News2026Junho25

Edição #134

25 de junho de 2026

OpenAI cria seu primeiro chip de IA: Jalapeño

9 notícias

@OpenAI

🌶️OpenAI anuncia seu primeiro chip próprio: o Jalapeño

A OpenAI largou a notícia do dia: projetou e construiu seu primeiro chip de inteligência artificial, batizado de Jalapeño. O chip foi feito em parceria com a Broadcom, gigante americana de semicondutores, e é otimizado especificamente para rodar os modelos que alimentam o ChatGPT, o Codex e os futuros produtos da empresa. --- A jogada é estratégica. Hoje, praticamente toda empresa de IA depende dos chips da NVIDIA, o que significa filas, preços salgados e pouca autonomia. Ao desenvolver silício próprio, a OpenAI quer controlar a cadeia inteira: do produto que você usa até a infraestrutura que o faz funcionar. É o mesmo caminho que a Apple trilhou com seus chips M1 e M2, só que no mundo da IA. --- Isso não significa que a OpenAI vai parar de comprar GPUs da NVIDIA amanhã. Mas ter um chip customizado para seus modelos pode reduzir custos e, em tese, permitir que ela atenda mais gente sem precisar repassar a conta. Se funcionar bem, a NVIDIA perde um pouco do seu reinado absoluto.

@ChatGPTapp

GPT-5.5 Instant começa a chegar para todo mundo

Enquanto a galera ainda tentava entender o que era aquele GPT-5.6 que apareceu ontem, a OpenAI soltou o GPT-5.5 Instant para o público. A empresa descreveu o modelo como "muito inteligente, muito intuitivo e muito divertido de conversar". Modesto, né? --- O lançamento está sendo gradual: primeiro para assinantes Pro, depois Plus, e amanhã para usuários do plano gratuito. O nome "Instant" sugere que o foco está na velocidade de resposta, não necessariamente na capacidade bruta de raciocínio. Pense nele como o modelo para o dia a dia, aquele que responde rápido sem precisar pensar por 30 segundos. --- Dois modelos novos em dois dias dá a impressão de que a OpenAI está acelerando o passo. Com a concorrência do Gemini e do Claude apertando, faz sentido: quem ficar parado vira notícia velha.

@_philschmid

🖥️Gemini 3.5 Flash agora controla seu computador e celular

O Google ativou o recurso de "uso do computador" no Gemini 3.5 Flash. Na prática, você dá à IA acesso a uma tela (pode ser navegador, celular ou desktop) e um objetivo, e ela descobre sozinha quais cliques, toques e digitações são necessários para realizar a tarefa. --- Philipp Schmid, do time do Google, contou que usou o recurso para auditar páginas de documentação: mandou a IA abrir a URL, rodar os trechos de código e reportar os problemas encontrados. O sistema vem com travas de segurança embutidas, como confirmação do usuário antes de ações sensíveis e bloqueio automático contra tentativas de manipulação por sites maliciosos. --- A corrida do "agente que usa o computador por você" está cada vez mais quente. Anthropic lançou algo parecido com o Claude, e agora o Google responde com a vantagem de já ter o recurso integrado direto no modelo principal, sem precisar de ferramenta separada.

@GoogleAIStudio

📱1 milhão de apps Android criados dentro do AI Studio

Lembra quando criar um aplicativo exigia meses de trabalho e uma equipe de programadores? O Google AI Studio lançou a possibilidade de criar apps Android nativos em maio de 2026. Hoje, a plataforma bateu a marca de 1 milhão de aplicativos criados. --- O número impressiona pelo volume, mas é bom colocar na balança: criar um app é diferente de criar um app bom. A barreira de entrada caiu a quase zero, o que significa que muita coisa ali é experimento, protótipo ou teste. Ainda assim, o recado é claro: a distância entre "ter uma ideia" e "ter um app funcionando" nunca foi tão curta. --- Para quem não é programador, a mensagem prática é que ferramentas assim estão transformando o celular num canvas. Você descreve o que quer, a IA monta. Não vai substituir apps profissionais tão cedo, mas para resolver problemas pessoais ou testar conceitos, já é realidade.

@emollick

🤫Muita gente usa IA, mas não admite

Ethan Mollick, professor da Wharton e um dos pesquisadores mais respeitados sobre o impacto da IA no trabalho, jogou uma verdade inconveniente: muita gente que diz "nunca usar IA" está, na verdade, usando escondido. --- O fenômeno faz sentido quando você para para pensar. Em ambientes onde usar IA é visto como "trapaça" ou sinal de incompetência, as pessoas simplesmente não contam. É parecido com o que aconteceu com o Google nos anos 2000: todo mundo pesquisava, mas ninguém admitia que não sabia a resposta de cabeça. O estigma vai desaparecer, mas por enquanto cria uma distorção: as pesquisas de adoção provavelmente subestimam o uso real de IA no trabalho.

@amir

🔞Mais da metade do tráfego do Grok é conteúdo adulto

Segundo reportagem baseada em relatos de dois ex-funcionários da xAI, mais da metade de todo o tráfego do Grok, a IA de Elon Musk, vem de imagens e vídeos pornográficos, chats de role-play adulto e outros conteúdos NSFW (não seguros para o trabalho). --- O detalhe extra é que cerca de um quinto do tráfego do próprio X (antigo Twitter) nos últimos anos vem de conteúdo adulto. Ou seja, a plataforma já tinha essa base de usuários, e o Grok, ao ser mais permissivo que concorrentes como ChatGPT e Claude, acabou absorvendo essa demanda. É um caso clássico de "se você construir sem restrições, eles virão". --- Para a xAI, isso coloca um dilema: o tráfego é alto, mas não é exatamente o tipo de uso que atrai anunciantes ou contratos corporativos. Se Musk quiser o Grok em empresas e governos, vai precisar decidir o que priorizar.

@GregKamradt

💰Já existe mercado negro de tokens de IA

Greg Kamradt, empreendedor da área de IA, compartilhou uma descoberta que ele mesmo achou óbvia em retrospecto: existe um mercado negro de tokens, as unidades que medem o consumo (e o custo) de uso de inteligência artificial. Basicamente, pessoas revendem acesso a APIs de modelos como GPT e Claude por preços abaixo do oficial. --- O esquema funciona mais ou menos assim: alguém consegue créditos com desconto (por programas acadêmicos, contas corporativas ou promoções) e revende para terceiros. É pirataria de computação, se quiser. O risco é real: quem compra não tem garantia de que o acesso vai durar, e quem vende pode perder a conta a qualquer momento. --- O fato de esse mercado existir diz algo sobre o momento: a demanda por IA é tão grande, e os preços oficiais tão relevantes para certos usos, que já compensa para algumas pessoas correr o risco. É um sinal claro de que "compute", o poder computacional, virou commodity valiosa.

@SemiAnalysis_

🐛Bug na NVIDIA obriga reiniciar racks a cada 66 dias

A SemiAnalysis, publicação especializada em semicondutores, revelou um bug de firmware nos racks GB300 NVL72 da NVIDIA. Esses são os supercomputadores que as grandes empresas de IA usam para treinar e rodar seus modelos. O problema: eles precisam ser reiniciados a cada 66,5 dias, caso contrário travam. --- Parece pouco, mas em data centers que rodam 24 horas por dia, 7 dias por semana, cada reinicialização é tempo perdido e dinheiro jogado fora. A SemiAnalysis fez questão de ressaltar uma ironia: todo mundo acha que o software da NVIDIA é de primeiro mundo, mas na real ainda tem problemas. A diferença é que, entre os concorrentes, a NVIDIA apenas tem o software "menos pior". --- É o tipo de detalhe que mostra como a infraestrutura de IA ainda está sendo construída no improviso. A empresa que domina 90% do mercado de chips para IA não consegue evitar um bug que parece saído de um roteador doméstico dos anos 2000.

@arcprize

🧠IA chinesa GLM-5.2 empata com GPT-5.5 em teste de raciocínio

O ARC Prize, benchmark (teste padronizado) que mede a capacidade de raciocínio das IAs, publicou os resultados do GLM-5.2, modelo da empresa chinesa Zhipu AI. No teste mais difícil, o ARC-AGI-2, ele marcou 22,8%, desempenho comparável ao do GPT-5.4 e GPT-5.5 quando usados em modo de raciocínio leve. --- Para quem acompanha a corrida entre EUA e China em IA, esse dado é significativo. A Zhipu ainda não tem a mesma fama do Google ou da OpenAI, mas está entregando resultados no mesmo patamar em testes independentes, e gastando apenas 25 centavos de dólar por rodada de avaliação. Eficiência importa tanto quanto potência bruta. --- Vale lembrar que 22,8% no ARC-AGI-2 mostra que nenhuma IA atual é realmente boa em raciocínio geral. O teste foi projetado justamente para ser difícil, e os números deixam claro: estamos longe de uma inteligência artificial que "pensa" como humano.

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