📊O mercado desistiu da Adobe, mas os números contam outra história
François Chollet, criador da biblioteca Keras (uma das ferramentas mais usadas em IA) e pesquisador respeitado na área, fez uma observação provocadora: o mercado financeiro está tratando a Adobe como uma empresa velha em declínio terminal. Mas os dados reais mostram o contrário. Segundo ele, a Adobe é uma das cinco empresas de IA mais lucrativas e com crescimento mais rápido, num setor onde lucro é raridade. --- A ironia é clara. Enquanto empresas como OpenAI e Anthropic queimam bilhões e ainda não dão lucro, a Adobe pegou a onda da IA generativa e integrou diretamente nos produtos que milhões de pessoas já pagam para usar: Photoshop, Illustrator, Premiere. Não precisou convencer ninguém a adotar uma ferramenta nova. Só adicionou IA onde o cliente já estava. --- É um lembrete útil de que, na corrida da IA, nem sempre quem faz mais barulho é quem ganha mais dinheiro. Às vezes, a jogada mais inteligente é ser a empresa "chata" que simplesmente funciona.
François Chollet, criador da biblioteca Keras (uma das ferramentas mais usadas em IA) e pesquisador respeitado na área, fez uma observação provocadora: o mercado financeiro está tratando a Adobe como uma empresa velha em declínio terminal. Mas os dados reais mostram o contrário. Segundo ele, a Adobe é uma das cinco empresas de IA mais lucrativas e com crescimento mais rápido, num setor onde lucro é raridade.
— @fchollet View on X
A Adobe é uma das empresas de IA mais lucrativas do mercado
Enquanto a OpenAI e a Anthropic continuam queimando capitais massivos sem atingir lucratividade, a Adobe figura entre as cinco empresas de IA com maior rentabilidade e crescimento acelerado. O dado, destacado pelo criador do Keras François Chollet, contrasta com a percepção do mercado financeiro, que trata a gigante de software como uma empresa em declínio.
A aposta silenciosa que deu certo
A estratégia da Adobe não envolveu criar um produto revolucionário do zero nem convencer usuários a migrar para uma nova plataforma. A empresa adicionou funcionalidades de IA generativa diretamente em ferramentas que milhões de profissionais já utilizam e pelas quais pagam mensalmente: Photoshop, Illustrator, Premiere, After Effects.
Esse modelo de integração representa uma diferença fundamental em relação às startups de IA que buscam capturar atenção e investimento. A Adobe não precisou educar o mercado sobre o valor de sua tecnologia. O cliente já estava ali, usando a ferramenta no fluxo de trabalho diário. A IA chegou como enhancements, não como substituto.
O que isso significa para developers e builders brasileiros
Para quem constrói produtos ou serviços de IA no Brasil, o caso da Adobe oferece lições práticas sobre monetização:
- **Integração supera inovação pura**: Funcionalidades de IA adicionadas a produtos estabelecidos podem gerar receita mais rapidamente do que plataformas inteiramente novas.
- **Base instalada é ativo**: Empresas com milhões de usuários ativos têm vantagem na adoção de recursos de IA, porque eliminam a necessidade de aquisição de novos clientes.
- **Lucro como métrica de sustentabilidade**: Em um setor onde a maioria das empresas de IA opera com prejuízos expressivos, a capacidade de gerar retorno financeiro sustentável diferencia players viáveis de projetos dependentes de investimento contínuo.
A lição final não está no teknologia em si, mas no modelo de negócio. A Adobe demonstrou que é possível monetizar IA generativa sem seguir o roteiro de gratuitas com promessa de escala futura. Para o ecossistema brasileiro de builders, entender essa dinâmica pode ser determinante na hora de definir estratégia de produto e caminhos de receita.