News2026Junho17

Edição #126

17 de junho de 2026

Microsoft pode trocar OpenAI pela DeepSeek chinesa

10 notícias

@ns123abc

🔄Microsoft estuda trocar OpenAI pela DeepSeek no Copilot

A Microsoft está avaliando usar modelos da DeepSeek, a startup chinesa de IA, no lugar dos modelos da OpenAI e da Anthropic no Copilot Cowork, seu assistente de produtividade para empresas. O motivo é simples e velho conhecido: dinheiro. Com a mudança para cobrança por uso, a conta disparou. Alguns usuários fazem centenas de tarefas por semana e o custo ficou insustentável. --- A ironia é grossa. A Microsoft é a maior investidora da OpenAI, com dezenas de bilhões aplicados na empresa. Mas quando a conta chega, pragmatismo fala mais alto. A DeepSeek oferece modelos que entregam resultados competitivos por uma fração do preço. É o chamado paradoxo de Jevons: quando algo fica mais eficiente, as pessoas usam mais, e o custo total sobe em vez de cair. --- Se a Microsoft, parceira número um da OpenAI, está olhando para alternativas mais baratas, imagine o que empresas menores já estão fazendo. Esse movimento pode redesenhar completamente as relações de poder no mercado de IA.

@AndrewCurran_

🚫EUA exigem licença para Anthropic exportar seus modelos

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, enviou uma carta a Dario Amodei, CEO da Anthropic, com uma exigência direta: a partir de agora, qualquer exportação dos modelos mais avançados da empresa, chamados internamente de Mythos e Fable, precisa de licença individual aprovada pelo governo. Isso vale para qualquer destino no mundo e para qualquer pessoa estrangeira, onde quer que esteja. --- Na prática, os EUA estão tratando os modelos de IA mais poderosos como tratam tecnologia militar: com controle rígido de exportação. A Anthropic, que sempre se posicionou como a empresa de IA mais preocupada com segurança, agora vê esse discurso ser usado contra ela. Se os modelos são tão poderosos que precisam de cautela, o governo decidiu que ele mesmo vai decidir quem pode usá-los. --- É o tipo de regulação que pode virar padrão para toda a indústria. Se der certo com a Anthropic, não é difícil imaginar a mesma exigência chegando a OpenAI, Google e outras. O jogo geopolítico da IA acaba de ganhar mais uma camada.

@GergelyOrosz

💥Meta gravou a tela de todos os devs e destruiu a própria cultura

O jornalista Gergely Orosz, especialista em cultura de engenharia em big techs, relatou uma sequência de decisões da Meta que está causando um estrago interno enorme. Primeiro, a empresa transferiu alguns dos seus melhores desenvolvedores para trabalhar em tempo integral com rotulagem de dados para IA, um trabalho repetitivo e muito abaixo do nível desses profissionais. Depois, demitiu mais 10% do time. E, por fim, começou a gravar a tela de todos os desenvolvedores nos EUA, 24 horas por dia, 7 dias por semana. --- O resultado? A Meta percebeu que destruiu a moral e a cultura de engenharia que levou anos para construir. E está tentando voltar atrás. O mais surreal é que nada disso foi provocado por crise: a empresa registrou receita recorde e lucro recorde nos últimos trimestres. --- É um caso de estudo sobre como decisões de gestão tomadas no pânico de "não ficar para trás em IA" podem causar danos imensos. Gravar a tela de profissionais que custam centenas de milhares de dólares por ano é a forma mais eficiente de garantir que eles procurem outro emprego.

@HedgieMarkets

🤡KPMG e EY publicaram relatórios sobre IA que eram alucinação de IA

A KPMG, uma das quatro maiores consultorias do mundo, publicou um relatório em outubro sobre como empresas estão adotando IA. O documento trazia estudos de caso de organizações de peso como o banco UBS, o sistema de saúde britânico NHS e o metrô de Londres. Problema: todas essas organizações disseram publicamente que as informações sobre elas no relatório eram falsas. A ferramenta GPTZero identificou que os trechos inventados eram alucinações de IA. A KPMG retirou o relatório do ar. Um mês antes, a concorrente EY já tinha feito o mesmo com outro estudo que continha notas de rodapé fabricadas. --- Pare um segundo para absorver a ironia. As consultorias que cobram fortunas para dizer às maiores empresas do planeta como adotar IA com segurança não conseguiram checar se a própria IA delas estava inventando coisas. É como um nutricionista que vende dieta e come fast food no almoço. --- Esse caso deveria ser leitura obrigatória para qualquer empresa que está terceirizando decisões estratégicas sobre IA para consultorias externas. Se os "especialistas" não verificam, quem verifica?

@

📊OpenAI faturou US$ 13 bilhões, mas gastou US$ 34 bilhões

Os números financeiros auditados da OpenAI para 2024 e 2025 vieram a público. Em 2025, a empresa faturou US$ 13,07 bilhões, um número impressionante que superou suas próprias projeções em mais de US$ 1 bilhão. Mas os custos totais chegaram a US$ 34 bilhões. Desse faturamento, US$ 867 milhões vieram do SoftBank e US$ 303 milhões da Microsoft, o que mostra uma concentração relevante em poucos clientes gigantes. --- O analista financeiro Byrne Hobart aponta que críticos como Ed Zitron previram que a OpenAI não bateria suas metas de receita e que as margens cairiam por causa dos modelos de raciocínio, mais caros de rodar. Aconteceu o contrário: a receita superou as projeções e as margens brutas melhoraram. O que cresceu mesmo foram os gastos com pesquisa e marketing. --- Traduzindo: a OpenAI é uma empresa que vende muito e gasta absurdamente mais. Funciona enquanto investidores acreditarem que o crescimento justifica a queima de caixa. É a aposta mais cara da história da tecnologia, e por enquanto o mercado continua apostando junto.

@joshwoodward

🎙️Google libera voz em mais de 70 idiomas no celular

Josh Woodward, vice-presidente do Google Labs, anunciou uma atualização grande no recurso de entrada por voz do Google em Android e iOS. Agora são mais de 70 idiomas suportados, com a possibilidade de misturar línguas livremente na mesma fala, sem precisar mudar nenhuma configuração. E o sistema não te interrompe enquanto você fala. --- Parece uma mudança pequena, mas o impacto é enorme para quem não fala inglês ou para quem vive entre dois idiomas. Pense em quem fala português e inglês no dia a dia, alternando entre reuniões e mensagens. Antes, era preciso trocar manualmente a língua toda vez. Agora o Google entende a troca naturalmente. É o tipo de melhoria silenciosa que, quando funciona bem, você esquece que existia o problema.

@OpenAIDevs

🌍OpenAI Codex chega à Europa com novos recursos

A OpenAI começou a liberar mais funcionalidades do Codex, seu assistente de programação, para usuários na Europa. A expansão inclui o Espaço Econômico Europeu, Reino Unido e Suíça, e traz recursos como uso do computador pelo agente, extensão para o navegador Chrome, memória personalizada e uma ferramenta chamada Chronicle. --- A expansão europeia é estratégica. A região tem regras de privacidade mais rígidas, e conseguir operar lá com todos os recursos é sinal de que a OpenAI está investindo pesado em conformidade regulatória. Para desenvolvedores europeus que estavam com acesso limitado, é uma boa notícia prática: mais ferramentas disponíveis, sem precisar de gambiarras com VPN.

@FarzaTV

✏️IA que desenha na sua tela vira tutor pessoal

Farza, desenvolvedor e criador de conteúdo, apresentou uma ferramenta que usa o modelo Claude Opus, da Anthropic, para literalmente desenhar na tela do usuário enquanto ensina. O sistema consegue apontar com precisão pixel a pixel, desenhar figuras geométricas e guiar o usuário passo a passo por tarefas complexas. Na demonstração, ele aparece aprendendo o teorema de Pitágoras e usando o software de música FL Studio. --- A diferença para um chatbot comum é grande. Em vez de ler uma explicação em texto e tentar achar o botão certo, a IA mostra exatamente onde clicar e o que fazer, como um professor olhando por cima do seu ombro. Se funcionar bem fora das demos, pode ser o formato que faltava para tutoriais de software: menos vídeos no YouTube, mais orientação em tempo real.

@AnthropicAI

🔬Anthropic publica pesquisa sobre quem usa o Claude Code e para quê

A Anthropic publicou uma pesquisa econômica sobre o uso do Claude Code, sua ferramenta de programação assistida por IA. O estudo cria um modelo para acompanhar como o uso está crescendo e mudando. As perguntas centrais são: quem está usando, para que tipo de tarefa, como o valor dessas tarefas está mudando e quanto a experiência prévia do usuário influencia no sucesso. --- O ponto mais interessante é a relação entre conhecimento do domínio e resultado. Ou seja, gente que entende do assunto consegue extrair mais valor da ferramenta do que quem só aperta botões. Isso reforça algo que muita gente no mercado anda esquecendo: IA não substitui competência, ela amplifica. Quem sabe o que está fazendo ganha mais. Quem não sabe, pode até piorar.

@charlieholtz

☁️Conductor lança plano pago com agentes paralelos na nuvem

A Conductor, plataforma de agentes de IA, começou a convidar os primeiros usuários para seu plano pago, o Conductor Pro. O recurso de estreia são "espaços de trabalho na nuvem", que permitem rodar uma equipe de agentes de IA em paralelo, cada um executando tarefas diferentes ao mesmo tempo, tudo na nuvem. --- Ainda é cedo: o aplicativo para celular, a API (porta de acesso para outros programas se conectarem) e espaços de trabalho compartilhados entre pessoas estão prometidos para breve. Mas a ideia de ter vários agentes trabalhando ao mesmo tempo, sem travar seu computador, é o tipo de funcionalidade que separa brinquedo de ferramenta de trabalho real.

Receba no seu email

Todo dia, grátis pra sempre.

Assinar newsletter