News2026Junho09

Edição #118

9 de junho de 2026

Sam Altman pediu a Trump para estatizar a IA

9 notícias

@ns123abc

🏛️Sam Altman propôs a Trump a nacionalização da IA

A história de que Trump queria comprar participação do governo em empresas de inteligência artificial pegou todo mundo de surpresa. Outras empresas, como a Anthropic, disseram que nem sabiam do plano e que ficaram sabendo pela imprensa. Pois a ideia, ao que tudo indica, partiu de dentro: Sam Altman, CEO da OpenAI, teria apresentado a proposta pessoalmente a Trump no início de 2025. --- Segundo reportagens, Altman vem fazendo lobby privado pela nacionalização desde então, tendo retomado conversas com autoridades nas últimas semanas. Ou seja, enquanto o mercado tratava o anúncio como um movimento surpresa do governo, a sugestão saiu justamente do maior interessado em manter boas relações com Washington. --- O movimento levanta uma questão incômoda: o CEO da empresa de IA mais valiosa do mundo sugerindo que o governo tenha participação acionária no setor beneficia quem, exatamente? Para quem acompanha o histórico de Altman, que já transformou a OpenAI de uma ONG em uma empresa de lucro, o padrão é familiar: jogadas ousadas disfarçadas de bem público.

@HedgieMarkets

🍟McDonald's aposta em IA no drive-thru, mas 1 em 10 pedidos falha

O McDonald's apresentou o Archy IQ, seu novo sistema de drive-thru movido por inteligência artificial, construído em parceria com o Google. O sistema já processou mais de um milhão de pedidos de teste em cinco lojas, e 90% foram concluídos sem intervenção humana. O hardware do Google já está sendo instalado em todas as unidades americanas antes mesmo de o piloto terminar. --- Os 90% parecem bons no papel, mas, na prática, o McDonald's atende milhões de pessoas por dia só nos Estados Unidos. Uma taxa de falha de 10% significa centenas de milhares de pedidos errados diariamente. E tem um detalhe que ninguém mencionou na convenção: se a IA custa menos do que o funcionário que ela substitui. Dado o que outras empresas descobriram recentemente sobre o custo real da IA, não é garantia nenhuma. --- E vale lembrar: o McDonald's já tentou isso antes com a IBM e desistiu em 2024. Agora volta com o Google e já espalhou o hardware pelo país antes de provar que o sistema funciona direito. Uma coisa que certamente não foi anunciada? Preços mais baixos para o cliente. Se houver economia, ela sobe pela cadeia. Sempre sobe.

@ai_for_success

🤖Kimi Work: 300 agentes de IA rodando ao mesmo tempo no seu computador

A empresa chinesa Moonshot AI lançou o Kimi Work, um assistente de IA que roda direto no seu computador, sem depender da nuvem, e pode executar até 300 agentes (programas autônomos que fazem tarefas por você) em paralelo. Ele navega em sites pelo seu navegador, pesquisa, clica, digita e entrega os resultados em formatos prontos como planilhas, apresentações e PDFs. --- O Kimi Work já vem com acesso nativo a dados financeiros do Yahoo Finance, Banco Mundial e Binance, sem precisar configurar nada técnico. E tem um sistema de memória que registra suas preferências e decisões passadas, aprendendo com o tempo como você trabalha. Está disponível para Mac (com chip Apple Silicon) e Windows. --- Se funcionar metade do que promete, é um salto grande em relação ao que temos hoje. Rodar localmente é uma vantagem real de privacidade e velocidade. O desafio, como sempre, está na execução: 300 agentes fazendo coisas ao mesmo tempo no seu computador pode ser tanto transformador quanto caótico.

@thekitze

💀Lançamentos das big techs estão dizimando startups

A onda de lançamentos recentes de Google, OpenAI e outras gigantes está causando um efeito colateral brutal: a morte silenciosa de startups que construíram seus produtos em cima de funcionalidades que agora vêm de fábrica. Kitze, desenvolvedor conhecido na comunidade tech, resumiu o sentimento ao dizer que a quantidade de startups que simplesmente morreram é insana. --- O padrão se repete a cada grande conferência: uma empresa de IA anuncia uma nova funcionalidade gratuita ou integrada, e dezenas de startups que cobravam exatamente por aquilo se tornam irrelevantes da noite para o dia. Não é novidade na tecnologia. A Microsoft fez isso com navegadores, editores de texto e antivírus. Mas a velocidade com que isso está acontecendo em IA é sem precedentes. --- Para quem está construindo algo nesse espaço, a lição é dura: se o seu produto é uma camada fina em cima de uma IA de terceiro, você não tem um negócio, tem uma funcionalidade esperando para ser engolida.

@testingcatalog

📓NotebookLM do Google agora pensa por conta própria e gera planilhas

O NotebookLM, ferramenta do Google que organiza e analisa documentos, ganhou uma atualização importante: agora tem raciocínio autônomo avançado nas conversas e consegue gerar novos formatos de saída, incluindo planilhas Excel e imagens. O recurso só está disponível para assinantes do plano Ultra. --- Na prática, isso significa que o NotebookLM não se limita mais a responder perguntas sobre seus documentos. Ele pode pensar em etapas, tomar decisões intermediárias e entregar resultados mais complexos, como uma análise de dados formatada em planilha, algo que antes exigia sair da ferramenta e abrir outro programa. --- O Google está transformando o que começou como um caderno de estudos turbinado em algo mais parecido com um assistente de pesquisa completo. O fato de limitar a funcionalidade ao plano pago mostra que a empresa está apostando nisso como diferencial de assinatura.

@AravSrinivas

📊Estudo de Harvard: agentes da Perplexity cortam 87% do tempo de trabalho

A Perplexity, empresa de busca com IA, publicou um estudo em parceria com a Universidade de Harvard sobre o uso do Perplexity Computer, seu agente autônomo que navega na internet e executa tarefas por conta própria. Os resultados, coletados ao longo de três meses, são expressivos: trabalhadores usando o agente terminaram tarefas em 87% menos tempo e com 94% menos custo em comparação com buscas tradicionais. --- Arav Srinivas, CEO da Perplexity, destacou que o agente permite pesquisas que cruzam áreas diferentes do conhecimento, algo difícil de fazer com buscas em etapas. Os participantes também relataram maior satisfação com a qualidade dos resultados. --- Claro, é preciso ler esses números com um pé atrás: o estudo foi feito pela própria empresa em parceria acadêmica, o que não o invalida, mas exige cautela. De todo modo, a tendência é clara. A busca na internet está deixando de ser algo que você faz para ser algo que um agente faz por você.

@ns123abc

🇪🇺Apple adia Siri com IA na Europa por causa de lei antimonopólio

A Apple confirmou que vai atrasar o lançamento das funcionalidades de inteligência artificial da Siri na União Europeia. O motivo é a Digital Markets Act, a lei antimonopólio europeia que impõe regras rígidas sobre como grandes empresas de tecnologia podem integrar seus próprios serviços em suas plataformas. --- E um esclarecimento importante que surgiu na mesma semana: a nova Siri não é movida pelo Gemini do Google, como muita gente entendeu. A Apple desenvolveu seus próprios modelos de linguagem, mas usando tecnologia do Gemini como base. A diferença é significativa: é como dizer que um carro usa motor próprio, mas inspirado em um projeto de outra montadora. O produto final é da Apple, com suas regras e limitações. --- Para os europeus, o resultado prático é que a Siri com IA vai chegar depois. É o preço de uma regulação mais agressiva: proteção contra monopólios de um lado, atraso em tecnologia do outro. Um dilema sem resposta fácil.

@AndrewCurran_

🇬🇧Reino Unido cria instituto para estudar impacto da IA no emprego

O governo britânico lançou o AI Economics Institute, um instituto dedicado a estudar como a inteligência artificial vai afetar a economia e o mercado de trabalho. É uma das primeiras iniciativas governamentais focadas exclusivamente em entender o lado econômico da IA, em vez de apenas regular ou promover a tecnologia. --- A criação do instituto chega num momento em que as perguntas sobre emprego e IA estão deixando de ser teóricas. Com estudos como o da Perplexity mostrando reduções de quase 90% no tempo de tarefas, governos estão percebendo que precisam de dados concretos, não de palpites, para planejar políticas públicas. O Reino Unido, que já havia sediado a primeira cúpula global de segurança em IA, continua se posicionando como referência no tema.

@reach_vb

⚙️Dica prática do Codex: o meio-termo entre controle total e caos

Para quem usa o Codex, o assistente de programação da OpenAI, surgiu uma dica útil: trocar o modo de aprovação para "Approve for me" (aprovar por mim). A lógica é simples. No modo padrão, ou você aprova cada ação do agente manualmente, o que é lento e cansativo, ou deixa ele correr livre, o que pode dar problema. --- O modo "Approve for me" funciona como um meio-termo inteligente: o próprio Codex revisa cada passo e só pede sua aprovação quando detecta algo que precisa de atenção humana. É especialmente útil para tarefas longas, onde ficar clicando "aprovar" dezenas de vezes tira toda a vantagem de ter um assistente. A lição vale além do Codex: o segredo de usar bem uma IA não é confiar cegamente nem desconfiar de tudo, é calibrar o nível certo de supervisão.

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