News07 JunhoOpenAI mata o Pulse e prepara rastreador de voos no ChatGPT
Edição #116·7 de junho de 2026·2 min

✈️OpenAI mata o Pulse e prepara rastreador de voos no ChatGPT

Tibor Blaho, pesquisador que vasculha o código dos apps da OpenAI, encontrou mudanças reveladoras na versão mais recente do ChatGPT para Android. O Pulse, aquele recurso que entregava resumos diários personalizados com base nas suas conversas e aplicativos conectados, vai ser descontinuado. A OpenAI sugere que os usuários migrem para o recurso de Tarefas agendadas. --- Mas a parte mais curiosa são os novos recursos escondidos no código: um rastreador de voos ('me ajude a encontrar voos dentro do meu orçamento para um horário específico') e um hub da Copa do Mundo de futebol. A OpenAI está claramente tentando transformar o ChatGPT de assistente genérico em algo mais parecido com um super app, que você usa para coisas práticas do dia a dia.

A OpenAI está descontinuando o Pulse, recurso de resumos diários personalizados do ChatGPT, enquanto desenvolve integrações práticas como rastreamento de voos e hubs de eventos esportivos. A mudança indica uma pivotagem estratégica clara: transformar o assistente de IA de uma ferramenta conversacional em uma plataforma de ações do dia a dia, no modelo dos super apps asiáticos.

A informação surge de análise de código realizada por Tibor Blaho, pesquisador conhecido por engenharia reversa nos aplicativos da OpenAI. Na versão mais recente do ChatGPT para Android, Blaho identificou não apenas a remoção iminente do Pulse, mas também a inclusão de estruturas para funcionalidades até então não anunciadas.

O fim do Pulse e a nova lógica de produto

O Pulse entregava resumos automáticos baseados no histórico de conversas e integrações com aplicativos conectados. A OpenAI agora direciona usuários para o recurso de Tarefas Agendadas, que permite programar execuções específicas, mas opera sob lógica diferente: enquanto o Pulse era reativo e dependente de contexto acumulado, as Tarefas Agendadas são propositivas e orientadas a comandos explícitos.

Esta transição reflete uma mudança na arquitetura de produto. A empresa parece estar abandonando abordagens que dependem excessivamente de memória de longo prazo não estruturada em favor de sistemas mais determinísticos e integrados a serviços de terceiros.

Do assistente conversacional ao super app

Os trechos de código revelam funcionalidades em desenvolvimento: um rastreador de voos com capacidade de filtrar por orçamento e horários, além de um hub dedicado à Copa do Mundo de Futebol. Estes não são meros recursos de busca, mas indicadores de integração profunda com APIs de serviços reais — transporte, hospitalidade e entretenimento.

Para desenvolvedores brasileiros, o movimento sinaliza duas tendências. Primeiro, a OpenAI está consolidando seu ecossistema como infraestrutura para transações práticas, não apenas geração de texto. Isso abre espaço para integrações locais: pl

pulsenãoopenaiintegraçõesestárecursoresumoschatgptenquantopráticas

Mais da mesma edição

@Hesamation

💸Empresas que demitiram engenheiros por IA estão levando um choque na fatura

Lembra quando vários CEOs de tecnologia anunciaram cortes de engenheiros para 'se preparar para a era dos agentes de IA'? Pois bem: a primeira fatura real chegou, e a reação não está sendo bonita. Segundo a agência AFP, a inteligência artificial está ficando cara a ponto de empresas começarem a repensar o quanto abraçaram a tecnologia. --- Os nomes citados são grandes: Coinbase, Meta, Cloudflare e Atlassian. Todas apostaram pesado em substituir trabalho humano por agentes, especialmente os da Anthropic. A ironia é que a promessa era cortar custos, mas a conta com chamadas de API (as requisições que o software faz ao serviço de IA) pode crescer de forma imprevisível, porque cada tarefa consome processamento pago por uso. --- O episódio levanta uma pergunta incômoda: será que a pressa em demitir para parecer inovador saiu mais cara do que manter o time? Pelo menos no curto prazo, a resposta parece ser sim.

@paulg

✂️Paul Graham encontrou uma startup que corta o custo de IA pela metade

Se as empresas estão gastando demais com IA, alguém vai ganhar dinheiro resolvendo esse problema. Paul Graham, fundador da Y Combinator, contou que fez mentoria com uma startup que otimiza as chamadas que as empresas fazem aos modelos de linguagem e consegue reduzir o custo pela metade. O modelo de negócio é simples: eles dividem a economia com o cliente. --- Graham fez uma conta provocadora: se o mercado endereçável é um quarto de toda a receita corporativa das empresas de IA, estamos falando de bilhões de dólares. É o tipo de oportunidade que surge quando uma tecnologia nova é poderosa, mas as empresas ainda não sabem usá-la direito.

@burkeholland

🤯US$ 200 por mês em IA parecia absurdo. Agora parece pechincha.

Burke Holland, desenvolvedor da Microsoft, resumiu uma mudança de percepção que muita gente está sentindo. Quando a OpenAI lançou o plano Pro a 200 dólares por mês para acessar o modelo o1, a reação geral foi 'isso é loucura, ninguém vai pagar'. Meses depois, o mesmo valor parece um negócio absurdamente bom pelo que entrega. --- O comentário gerou uma discussão interessante: se empresas grandes começarem a adotar IA em massa, a escala pode manter os preços individuais baixos. Alguém até comparou a assinatura de IA a uma hipoteca: algo caro, mas que você aceita pagar porque o retorno compensa. Estamos normalizando pagar centenas de dólares por mês em ferramentas de IA, e isso aconteceu rápido demais para a maioria perceber.

Receba no seu email

Todo dia, grátis pra sempre.

Assinar newsletter