News2026Junho03

Edição #112

3 de junho de 2026

Microsoft vai desligar o Office que você comprou

10 notícias

@LundukeJournal

🔒Microsoft vai desativar o Office 2019 para Mac, mesmo para quem comprou

Se você é daqueles que comprou o Office 2019 para Mac justamente para não depender de assinatura, prepare-se para uma notícia desagradável. A Microsoft anunciou que, em 13 de julho de 2026, vai colocar o software em "modo de funcionalidade reduzida". Na prática, isso significa que você não vai mais conseguir criar documentos novos nem editar os que já tem. Sim, o programa que custou 149,99 dólares como licença "permanente" vai virar um peso morto no seu computador. --- A situação é revoltante por um motivo simples: as pessoas pagaram um valor cheio, de uma vez, exatamente para evitar o modelo de assinatura mensal que a Microsoft empurra com o Microsoft 365. A promessa era clara: pague uma vez, use para sempre. Agora, "para sempre" aparentemente tem data de validade. --- É o tipo de decisão que corrói a confiança do consumidor. Se software comprado pode ser desligado à distância, qual a diferença real entre comprar e alugar? A resposta, pelo visto, é nenhuma.

@OpenAI

🌐OpenAI lança Sites: crie um site inteiro pedindo em texto

A OpenAI acaba de lançar o Sites, um recurso integrado ao Codex que transforma ideias escritas em sites e aplicativos interativos, completos com URL para compartilhar. Você descreve o que quer, o Codex constrói, e qualquer pessoa da sua equipe pode acessar pelo navegador. Sem instalar nada, sem saber uma linha de código. --- O recurso está sendo liberado primeiro para os planos Business e Enterprise, com expansão prevista para mais usuários em breve. A jogada da OpenAI aqui é clara: transformar o ChatGPT de uma ferramenta de conversa numa plataforma onde você realmente produz coisas. Se antes a promessa era "a IA escreve código por você", agora é "a IA entrega o produto pronto". --- Claro, vale o ceticismo saudável: a distância entre "gerar um site funcional" e "gerar um site que resolva problemas reais de um negócio" ainda é grande. Mas para protótipos rápidos e ferramentas internas, o potencial é real.

@scaling01

🧠Microsoft revela modelo de IA com 1 trilhão de parâmetros

A Microsoft entrou de vez na corrida dos modelos gigantes com o MAI-Thinking-1. Os números impressionam: o modelo foi treinado com 1 trilhão de parâmetros (os "neurônios" artificiais que definem o que a IA sabe) e depois comprimido para 35 bilhões, uma técnica chamada destilação que tenta manter a inteligência num formato mais leve e barato de rodar. --- Para dar contexto, o treinamento consumiu 30 trilhões de tokens (as unidades de texto que a IA processa) e usou 8.192 chips GB200 da NVIDIA, o que é uma quantidade absurda de poder computacional. O modelo consegue lidar com até 256 mil tokens de contexto, o que significa que pode ler e processar textos muito longos de uma vez. --- Nos testes de desempenho, o MAI-Thinking-1 ficou no nível do GLM-5, um modelo chinês de ponta. Não é o melhor do mundo, mas mostra que a Microsoft não quer depender só de parcerias com a OpenAI. Ela quer ter seu próprio cérebro artificial, e está disposta a gastar bilhões para isso.

@GergelyOrosz

⚠️Meta desmontou a equipe de segurança do Instagram para priorizar IA

Lembra da onda de contas hackeadas no Instagram que comentamos ontem? Agora sabemos o que está por trás. Segundo o jornalista de tecnologia Gergely Orosz, a Meta cortou cerca de 60% da equipe de Trust and Safety (Confiança e Segurança) do Instagram nas últimas semanas, entre demissões e transferências forçadas para trabalhos de rotulagem de dados para treinar IAs. --- O resultado é previsível e grave: equipes inteiras ficaram sem cobertura de plantão, aquele esquema onde sempre tem alguém de olho caso algo dê errado. Enquanto isso, a corrida da Meta para lançar recursos de IA empurrou uma série de bugs para o produto que está no ar. É a combinação perfeita para o desastre: mais vulnerabilidades aparecendo com menos gente para cuidar delas. --- A mensagem do Zuckerberg parece clara: IA é mais importante que segurança. É uma aposta arriscada. Se os problemas de invasão de contas continuarem, o custo em confiança dos usuários pode ser muito maior do que a economia com as demissões.

@perplexity_ai

🔀Perplexity vai dividir tarefas entre IA local e nuvem

A Perplexity anunciou uma novidade interessante para o seu produto Perplexity Computer: inferência híbrida, que nada mais é do que dividir o trabalho entre um modelo de IA rodando no seu próprio computador e modelos mais poderosos na nuvem. A ideia é simples: dados sensíveis ficam na sua máquina, enquanto tarefas que exigem mais poder são enviadas para servidores externos. --- Na prática, isso resolve uma das maiores preocupações de quem usa IA no trabalho: "será que meus dados estão seguros?". Se o modelo local cuida das informações privadas e só manda para a nuvem o que não é confidencial, o risco diminui bastante. Além disso, a empresa promete que o sistema otimiza o uso de tokens, o que pode significar custos menores. --- O recurso ainda não tem data exata de lançamento, mas mostra uma tendência clara no mercado: o futuro da IA não é tudo na nuvem nem tudo no seu computador. É um meio-termo inteligente entre os dois.

@AnthropicAI

🔬Anthropic expande o modelo Claude Mythos para 150 organizações

A Anthropic está ampliando o acesso ao Claude Mythos Preview, seu modelo mais avançado, dentro do que chama de Projeto Glasswing. Cerca de 150 novas organizações, espalhadas por mais de 15 países, vão poder testar o modelo a partir de agora. --- O Mythos é tratado pela Anthropic como seu modelo de fronteira, aquele que empurra os limites do que a IA consegue fazer. A expansão controlada, liberando aos poucos para organizações selecionadas, é a estratégia que a empresa usa para testar segurança antes de liberar para todo mundo. É o oposto da abordagem "lança e conserta depois" que outras empresas adotam. --- Com o pedido de abertura de capital em andamento, a Anthropic precisa mostrar que tem produto competitivo. Expandir o Mythos para mais países é tanto uma jogada técnica quanto de negócios: mais testadores significam mais dados sobre o que funciona e o que precisa melhorar.

@pontusab

📱Desenvolvedor cria forma de programar pelo celular via mensagem

Pontus Abrahamsson, desenvolvedor sueco, mostrou uma solução criativa: ele manda uma mensagem de texto do celular para o Cursor (um editor de código com IA) que está rodando no Mac dele. O Cursor interpreta o pedido, escreve o código, e responde de volta por mensagem. Tudo local, sem depender de servidores externos, e de graça. --- Parece coisa de nicho, mas pense na situação: você está no ônibus, lembra de uma correção que precisa fazer no projeto, e resolve pelo celular sem abrir o computador. Ou está num almoço e manda uma instrução rápida para a IA montar aquela funcionalidade que você pensou. --- O ponto mais interessante não é a ferramenta em si, mas o que ela representa. Programar está deixando de ser uma atividade que exige sentar na frente de um monitor com teclado. Com IA no meio, virou algo que se faz por mensagem de texto. O mundo muda rápido.

@amasad

🤝Replit e Microsoft se unem para apps empresariais de dados

Amjad Masad, CEO da Replit (plataforma onde qualquer pessoa pode criar software com ajuda de IA), anunciou uma parceria com a Microsoft focada no mundo corporativo. A ideia é permitir que funcionários de empresas criem e publiquem aplicativos de dados dentro do Microsoft Fabric, a plataforma de dados da Microsoft, usando um novo kit de desenvolvimento chamado Rayfin SDK. --- Traduzindo: imagine que alguém do time financeiro de uma empresa precisa de um painel para visualizar dados de vendas. Em vez de pedir para o time de TI e esperar semanas, essa pessoa vai poder construir o app sozinha usando a Replit, com segurança e aprovação corporativa. --- É mais um sinal de que a fronteira entre "quem programa" e "quem não programa" está ficando cada vez mais borrada. A Microsoft aposta que, em breve, todo funcionário será um pouco desenvolvedor.

@sama

📜Sam Altman elogia nova ordem executiva dos EUA sobre IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, se manifestou sobre a nova ordem executiva de inteligência artificial assinada nos Estados Unidos. Segundo ele, o país deve liderar a corrida da IA continuando a desenvolver os melhores modelos, garantindo que sejam seguros, e colocando ferramentas de cibersegurança nas mãos de quem defende o país. --- O posicionamento de Altman não surpreende: a OpenAI sempre defendeu regulação leve, que não atrapalhe a inovação mas dê algum direcionamento. A frase "o novo decreto acerta no equilíbrio" é diplomática, mas carrega um recado para quem queria regras mais duras: a indústria quer liberdade para correr, com guardrails mínimos.

@jxnlco

📊Relatório da OpenAI: Codex não é mais só sobre código

A OpenAI publicou um relatório sobre trabalho intelectual e o Codex que muda a narrativa sobre a ferramenta. O Codex, que nasceu como assistente de programação, agora é apresentado como plataforma para todo tipo de trabalho que envolve conhecimento: escrever relatórios, analisar dados, montar apresentações, organizar pesquisas. --- Jason Liu, que analisou o relatório, destacou dez pontos principais. O mais importante: a OpenAI não vê mais o Codex como ferramenta de desenvolvedor, e sim como ferramenta de qualquer profissional que trabalha com informação. É uma mudança de posicionamento enorme, que coloca o Codex competindo não só com o GitHub Copilot, mas com ferramentas de produtividade como Notion, Google Docs e até planilhas. --- Se a promessa se confirmar, o impacto vai muito além do mundo tech. Advogados, consultores, pesquisadores, analistas financeiros: todo mundo que ganha a vida processando e produzindo informação pode ser afetado. A questão não é mais "a IA vai substituir programadores?", mas "a IA vai mudar como todo trabalho intelectual funciona?".

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