🚀A maior onda de empreendedorismo da história está começando
Greg Isenberg foi na contramão da narrativa de medo e escreveu um texto que vale a leitura inteira. A tese dele: a ideia de "subclasse permanente" criada pela IA está errada. O que vem aí é a maior explosão de empreendedorismo da história. --- O argumento é simples mas poderoso. Projeções lineares sempre erram em momentos de mudança de plataforma. Ninguém previu que a internet criaria 50 milhões de pequenos negócios - todo mundo achava que o Walmart ia engolir tudo. Ninguém previu que o celular criaria um milhão de desenvolvedores de apps. --- O ponto mais forte: a mesma ferramenta que elimina seu cargo te dá capacidade de construir o que vai substituí-lo. A arma e a rota de fuga são o mesmo objeto. O custo de começar algo caiu pra praticamente zero, e cada indústria está sendo embaralhada. Concordo com ele: 2026 é o 1995 da IA.
I actually think the whole "permanent underclass" narrative is wrong. I think we're about to see the largest EXPLOSION of entrepreneurship in human history. I get why the fear exists. Jobs are getting cut. AI researchers are privately saying most people are screwed. The models are getting ridiculously better and faster than anyone expected. Project that forward linearly and yeah, it looks BLEAK. But linear projections are usually wrong during platform shifts. Nobody projected that the internet would create 50 million small businesses. They projected Walmart would eat everything. Nobody projected that mobile would create a million app developers. They projected phones were just phones. What actually happens is intelligence gets cheap and a flood of new builders enter the market with domain knowledge the incumbents never had.
— @gregisenberg View on X
A IA não vai criar uma subclasse permanente — vai gerar a maior onda de empreendedorismo da história
Essa é a tese de Greg Isenberg, empreendedor e investidor que publicou um texto contraponto à narrativa de medo que domina o discourse sobre inteligência artificial. A ideia central: as projeções lineares sobre失业 (desemprego) e substituição de empregos ignoram um padrão histórico consistente em momentos de mudança de plataforma tecnológica.
O argumento parte de uma observação simples: quando a internet surgiu, a previsão dominante era de que o Walmart destruiria todo o comércio varejista. O que aconteceu foi o oposto — surgiram mais de 50 milhões de pequenos negócios online. Quando o celular se popularizou, ninguém imaginava que smartphones criariam um mercado de um milhão de desenvolvedores de aplicativos. O telefone era "só um telefone".
O mesmo padrão se repete agora. A IA não apenas elimina tarefas — barreira de entrada para criar soluções que substituam essas tarefas. Isenberg destaca um ponto crucial: a mesma ferramenta que potencialmente elimina um cargo é aquela que dá capacidade de construir o que vai substituí-lo. A ferramenta e a rota de fuga são o mesmo objeto.
Por que isso importa para builders e devs brasileiros
O Brasil tem uma particularidade relevante: um ecossistema de startups em crescimento, mas ainda distante do Vale do Silício em termos de scale-ups. A IA reduz drasticamente o custo de começar algo — não apenas em termos de capital, mas de conhecimento técnico necessário. Modelos de linguagem permitem que pessoas com conhecimento de domínio, mas sem formação em programação, construam soluções viáveis.
Isso significa que profissionais de áreas como direito, saúde, educação, logística e finanças podem agora criar produtos que resolvem problemas específicos de suas indústrias — algo que antes exigia equipes técnicas completas. Para desenvolvedores brasileiros, a implicação é dupla: oportunidade de criar ferramentas para esses novos entrepreneurs, mas também competição de pessoas que conseguem validar ideias e construir MVPs sem depender de squads de engenharia.
O momento é comparable a 1995
Isenberg compara o momento atual ao ano de 1995 na internet — não em termos de maturidade tecnológica, mas de janela de oportunidade. A infraestrutura de IA está acessível agora. As ferramentas de desenvolvimento estão democratizadas. O custo de experimentação caiu para praticamente zero.
A questão central não é se a IA vai substituir empregos — em muitos casos, vai. A questão é se profissionais e empresas vão se posicionar como consumidores da mudança ou como criadores dela. O histórico tecnológico sugere que os segundos — os builders que entram no mercado com conhecimento de domínio que incumbentes não têm — são quem captura o valor dessas transformações.