News27 AbrilO bug de US$200 que a Anthropic demorou pra resolver
Edição #76·27 de abril de 2026·2 min

🐛O bug de US$200 que a Anthropic demorou pra resolver

Se você usa o Claude Code e tem um arquivo chamado HERMES.md no seu repositório, boa sorte. Um desenvolvedor descobriu que essa string - em maiúsculas, com a extensão .md - fazia o sistema da Anthropic redirecionar silenciosamente suas requisições do plano Max (US$200/mês) para cobrança via API. O cara acordou com US$200 a mais na fatura sem ter mudado nada. --- O painel dele mostrava 13% de uso semanal. Zero na sessão atual. Mas a cobrança já tinha passado. Ele testou de tudo: logout, reinstalação, modelos diferentes. Nada funcionava. Aí fez uma busca binária nos repositórios até encontrar o gatilho: a string HERMES.md num commit recente. --- A Anthropic reconheceu o bug três vezes, chamou de 'problema de roteamento de autenticação' e... recusou o reembolso. Depois da repercussão, voltou atrás: vai emitir reembolsos e créditos gratuitos para todos os afetados. Mas ficou o recado: revise seu histórico de commits antes que o Claude drene sua conta por acidente.

Um desenvolvedor identificou que a presença de um arquivo específico no repositório — **HERMES.md** — fazia o Claude Code, ferramenta de coding da Anthropic, migrar silenciosamente o usuário do plano Max (US$200/mês) para cobrança via API. O resultado: uma fatura extra de US$200 sem alteração explícita de configuração por parte do usuário.

Como o bug funcionava

O Claude Code oferece duas modalidades de pagamento: o plano Max, com taxa fixa mensal e limite de requisições, e a API, com custo variável por token consumido. O sistema deveria manter o usuário na modalidade contratada independentemente do conteúdo do prompt ou da estrutura de arquivos analisada.

O bug, classificado pela Anthropic como "problema de roteamento de autenticação", ocorria quando a string **HERMES.md** (em maiúsculas, com extensão .md) aparecia no codebase. O sistema interpretava essa presença como um gatilho para redirecionar as requisições para o endpoint de API, aplicando tarifação por uso real em vez da mensalidade fixa.

A descoberta técnica

O desenvolvedor, identificado como @theo, notou inconsistências entre o painel de controle — que indicava apenas 13% de uso semanal — e a cobrança processada. Após tentativas de logout, reinstalação e troca de modelos sem sucesso, realizou uma busca binária no histórico de commits para isolar a variável.

O arquivo HERMES.md, comum em projetos que documentam padrões de comunicação entre sistemas ou agentes (o termo remete ao deus mensageiro da mitologia grega, frequentemente usado em contextos de LLMs e arquiteturas multi-agente), era o único elemento novo no repositório. Removê-lo restaurava o comportamento correto do billing.

Implicações para desenvolvedores brasileiros

O caso expõe vulnerabilidades críticas em ferramentas de IA integradas ao workflow de desenvolvimento:

  • **Acoplamento perigoso**: A lógica de cobrança estava diretamente ligada ao conteúdo do repositório, não às preferências explícitas do usuário
  • **Falta de transparência**: O redirecionamento ocorria sem notificação visual ou confirmação no dashboard
  • **Custos ocultos
usuáriorepositóriohermesmdcobrançaapisemdesenvolvedorpresençaarquivoclaude

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