🎨CEO do Figma: IA te leva ao mediano rápido, seu trabalho é ir além
Dylan Field, CEO do Figma, deu uma entrevista que vale pelos primeiros 30 segundos. A frase que ficou: "IA te leva ao mediano rápido. Seu trabalho é passar desse ponto." --- Ele faz uma provocação boa para quem trabalha com produto: se você acha que seu trabalho é fazer documento e apresentação pra alinhar com a chefia, vai adorar o mundo novo - porque agora dá pra construir coisas de verdade. E segundo ele, equipes precisam ver líderes fazendo, não só aprovando. É isso que cria a virada. --- É uma perspectiva que vale pra qualquer área, não só design. A IA democratizou a execução mediana. O diferencial agora é gosto, curadoria e aquele último polimento que só vem de alguém que entende profundamente o que está fazendo.
"If you're a PM and you think your job is to make documents and slide decks for upwards review and alignment, you're going to love this new world because you get to make things too. People need to see that leaders in their company are making things. That's what actually inspires and creates the inflection." - @zoink 📌 Watch our full interview here: https://t.co/gaYK2S2cRW
— @petergyang View on X
A inteligência artificial reduziu a barreira para produzir código, designs e documentação aceitáveis. O problema é que aceitável não gera diferencial competitivo. Segundo Dylan Field, CEO do Figma, a automação leva qualquer profissional ao patamar mediano em minutos. O trabalho real começa quando você decide ultrapassar esse limite.
De quem aprova para quem constrói
A provocação de Field endereça diretamente product managers e líderes de produto acostumados a operar via intermediários. Se sua função se resumia a produzir briefs, especificações e apresentações para obter sinal verde de superiores, a IA muda a equação. Ferramentas como Figma AI, Claude e Copilot permitem que o mesmo PM gere protótipos funcionais, escreva queries ou valide hipóteses sem depender de filas de desenvolvimento.
Isso elimina a justificativa da burocracia como etapa obrigatória. O profissional passa a ser avaliado pelo que consegue colocar em produção, não pela capacidade de descrever o que outros devem fazer.
O exemplo começa na chefia
Field aponta uma mudança cultural mais profunda: equipes precisam ver líderes construindo, não apenas aprovando budgets e roadmaps. Em times de engenharia e design, a distância entre quem decide e quem executa sempre gerou atrito. Quando diretores e VPs passam a commitar código, ajustar interfaces ou escrever prompts complexos, criam o que o mercado chama de *inflection point* — o momento onde a prática técnica vira padrão organizacional.
Para startups brasileiras e squads remotos, isso significa que liderança técnica deixou de ser optional. Gestores que não conseguem navegar na stack ou refinar um modelo de IA perdem credibilidade para exigir excelência de seus devs.
Além do prompt engineering
O alerta do CEO do Figma serve especialmente para desenvolvedores e PMs do ecossistema brasileiro, onde a pressão por entrega rápida de MVPs é intensa. A facilidade de gerar código via LLMs criou uma nova armadilha: a confusão entre volume e qualidade.
O diferencial agora reside em: - **Curadoria**: Saber escolher entre dez soluções geradas automaticamente qual merece investimento de tempo - **Gosto refinado**: Ajustes de UX e arquitetura que só quem domina o domínio do problema consegue calibrar - **Polimento final**: Aquela última iteração que transforma um script funcional em software robusto
A IA entregou a ferramenta. Construir algo que dure continua sendo responsabilidade humana.