News13 AbrilEmpresas estão fazendo 'Shark Tank' pra decidir quem ganha tokens de IA
Edição #63·13 de abril de 2026·1 min

🎯Empresas estão fazendo 'Shark Tank' pra decidir quem ganha tokens de IA

Aaron Levie, CEO do Box, passou a semana conversando com dezenas de líderes de TI e IA de grandes empresas. O retrato que ele trouxe é revelador: estamos saindo da era do chat (perguntar coisas à IA) para a era dos agentes - programas que usam ferramentas, processam dados e executam trabalho real. --- Mas o ponto mais surpreendente: empresas estão fazendo orçamento de tokens como capital de risco. Os custos operacionais de rodar IA não cabem no orçamento normal. Uma empresa criou literalmente um formato estilo "Shark Tank" onde áreas internas disputam quem ganha mais poder computacional. Outras tentam criar uma "hierarquia de necessidades" para racionar o uso de IA entre os departamentos. --- Outro detalhe importante: quase ninguém está falando em cortar vagas por causa de agentes. Os principais casos de uso são coisas que a empresa não conseguia fazer antes - modernizar sistemas legados, processar montanhas de documentos, automatizar processos que travavam outros times. Mais grana entrando do que custo saindo. E uma observação certeira de Levie: apesar de o Vale do Silício achar que a IA simplificou tudo, na vida real, skills, MCP e CLIs ainda são conceitos obscuros que precisam de gente técnica pra funcionar. Engenheiros não vão ficar sem emprego - só vão mudar o que fazem.

Grandes corporações estão institucionalizando processos competitivos de alocação de recursos computacionais para inteligência artificial. Em uma das empresas consultadas pelo CEO do Box, Aaron Levie, áreas de negócio apresentam pitches internos no formato "Shark Tank" para disputar orçamento de tokens — evidência de que a IA deixou de ser experimento de laboratório para tornar-se linha crítica de infraestrutura com restrições orçamentárias reais.

Da conversa para a execução

O mercado empresarial está migrando da era do chat — onde usuários fazem perguntas a modelos — para a era dos agentes autônomos. Esses sistemas não apenas geram respostas, mas utilizam ferramentas, processam dados estruturados e executam tarefas em workflows operacionais. A mudança exige, contudo, uma reengenharia profunda: a maioria dos fluxos de trabalho corporativos não foi desenhada para receber agentes diretamente, demandando esforços massivos de change management e coordenação entre unidades de negócio.

O problema do "Tokenmaxxing"

Com orçamentos operacionais (OpEx) travados anualmente, empresas enfrentam trade-offs concretos sobre como distribuir capacidade de processamento. Além do modelo "Shark Tank", outras organizações estruturam hierarquias de necessidades para racionar compute internamente. Isso reflete uma maturidade técnica: gestores agora precisam justificar ROI não apenas de implementação, mas de consumo contínuo de tokens.

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