News21 MarçoUm garoto de 16 anos quebrou um recorde de 56 anos
Edição #40·21 de março de 2026·2 min

🏃Um garoto de 16 anos quebrou um recorde de 56 anos

Gout Gout tinha 12 anos, estava numa escola na Austrália pra jogar futebol, e alguém disse pra ele entrar numa corrida do festival escolar. Ele estava de tênis comum. O garoto do lado tinha sapatilhas profissionais e era campeão nacional. Gout deixou ele no pó. --- Aos 16, ele correu 100 metros em 10.04 segundos - mais rápido que a primeira corrida profissional de Usain Bolt. Quebrou um recorde australiano que durava desde as Olimpíadas de 1968. Bolt viu o vídeo e postou: 'Ele parece eu quando jovem.' O detalhe mais louco? A treinadora dele ainda só coloca ele na academia dois dias por semana. O corpo dele ainda está crescendo. A fase de força nem começou.

Um garoto de 16 anos quebrou um recorde de 56 anos

Aos 16 anos, o australiano Gout Gout correu os 100 metros em 10.04 segundos, tempo mais rápido que a primeira corrida profissional de Usain Bolt e suficiente para quebrar um recorde australianovol desde as Olimpíadas de 1968.

O feito

Gout Gout estabeleceu a nova marca australiana de velocideno dia 29 de novembro, em Sydney. O tempo de 10.04 segundos superou o antigo recorde que durava 56 anos, desde os Jogos Olímpico de Cidade do México, quando o país não conquistava a melhor marca nacional na distância.

O jovem atleta superou adversários com preparação muito mais avançada. Na escola onde estudava na Austrália, alguém o convenceu a participar de uma corrida do festival escolar. Ele estava com tênis comuns, enquanto o adversário ao lado usava sapatilhas profissionais e era campeão nacional. Gout venceu com folga.

A comparação com Bolt

A repercussão internacional veio rapidamente. Usain Bolt, octacampeão Olímpico e recordista mundial dos 100m e 200m, assistiu ao vídeo da corrida e publicou em suas redes sociais: "Ele parece eu quando jovem."

A comparação não é arbitrária. Aos 16 anos, Bolt ainda não havia corrido em nível profissional. Gout, na mesma faixa etária, já apresenta desempenho superior ao que o jamaicano alcançava na fase inicial de sua carreira lendária.

O detalhe que chama atenção

A treinadora de Gout Gout ainda o submete a apenas dois dias de treino na academia por semana. O argumento é simples: o corpo do jovem está em fase de crescimento, e a preparação de força nem começou.

Essa abordagem conservadora contrasta com metodologias tradicionais de treinamento de velocistas, que often enfatizam o desenvolvimento muscular precoce. O caso levanta questões sobre o momento ideal para intensificar trabalhos de força na formação de atletas de elite.

Por que importa

O feito de Gout Gout representa um marco na história do atletismo mundial. Atletas capazes de correr abaixo de 10 segundos nos 100m são raros — a barreira dos dez segundos foi rompida pela primeira vez por Jim Hines em 1968, e poucos velocistas conseguiram igualar o feito desde então.

Para o Brasil, o caso serve como reflexão sobre identificação precoce de talentos esportivos e metodologias de treinamento. O país, que tem histórico relevante no atletismo sul-americano, busca novos nomes para competir no cenário internacional após a aposentadoria de atletas como Robson da Silva e Vanderlei de Lima.

O desempenho de Gout Gout indica que o limite da performance humana ainda pode ser redefinido. Com o corpo em desenvolvimento e a fase de força pela frente, o jovem australiano pode surpreender ainda mais nos próximos anos.

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