🚨Fundador da Super Micro preso por contrabandear $2.5 bilhões em chips
Yih-Shyan "Wally" Liaw, co-fundador da Super Micro Computer, foi preso acusado de contrabandear chips avançados da NVIDIA para a China. O valor: $2.5 bilhões. --- Liaw tinha $464 milhões em ações da própria empresa no momento da prisão. A Super Micro é uma das maiores fabricantes de servidores de IA do mundo. A NVIDIA emitiu nota dizendo que segue as regulações americanas. O Departamento de Justiça e o FBI coordenaram a operação. --- Os EUA proibiram a exportação desses chips desde 2022 porque são usados para treinar sistemas de inteligência artificial. É o maior caso de violação dessas restrições até hoje.

🚨BREAKING: SUPER MICRO CO-FOUNDER ARRESTED FOR SMUGGLING $2.5B IN NVIDIA GPUs TO CHINA >SMCI co-founder Yih-Shyan "Wally" Liaw arrested today >personally holds $464 MILLION in SMCI stock >charged with smuggling BILLIONS in Nvidia servers to china >used a southeast asian shell company to funnel $2.5B in servers to chinese buyers >$510 million worth shipped in just THREE WEEKS in spring 2025 >built thousands of fake dummy servers to fool U.S compliance auditors >caught on surveillance camera using a HAIR DRYER to swap serial number stickers >coordinated the whole thing over encrypted group chats >SMCI down 12% after hours >faces up to 30 years in federal prison ITS SO OVER…
— @ns123abc View on X
Cofundador da Super Micro é preso nos EUA por contrabando de chips NVIDIA no valor de US$ 2,5 bilhões
Yih-Shyan "Wally" Liaw, cofundador da Super Micro Computer, foi preso nesta semana nos Estados Unidos acusado de contrabandear chips avançados da NVIDIA para a China. O valor total estimado das mercadorias ilegalizadas chega a US$ 2,5 bilhões — o maior caso de violação das restrições de exportação de chips de IA impostas pelos EUA desde 2022.
A operação foi conduzida pelo Departamento de Justiça Americano (DOJ) e pelo FBI. Liaw possui US$ 464 milhões em ações da própria empresa e enfrenta até 30 anos de prisão federal se condenado.
Como funcionava o esquema
De acordo com as acusações, Liaw utilizou uma empresa de fachada no Sudeste Asiático para intermediar as vendas. Entre a primavera de 2025, a operação enviou aproximadamente US$ 510 milhões em servidores com chips NVIDIA em apenas três semanas.
As investigações revelaram que a empresa construiu milhares de servidores fictícios — modelos "dummy" — para enganar auditores de compliance americanos. Documentos judiciais apontam que Liaw foi filmado por câmeras de vigilância usando um secador de cabelo para remover e trocar adesivos com números de série das máquinas, disfarçando a origem do hardware.
A coordenação do esquema aconteceu por meio de grupos de chat criptografados.
Por que isso importa para o mercado brasileiro de IA
A Super Micro é uma das maiores fabricantes mundiais de servidores para aplicações de inteligência artificial. No Brasil, a empresa tem contratos com data centers, provedores de cloud computing e empresas que inúmeram infraestrutura para treinamento de modelos de linguagem e outras cargas de trabalho de IA.
O caso expõe riscos reais da cadeia de suprimentos de hardware de IA. Para builders e devs que trabalham com infraestrutura de machine learning, alguns pontos merecem atenção:
- A escassez de chips de IA pode se agravar ainda mais se novas restrições forem impostas
- Procedimentos de compliance em fornecedores de hardware devem ser rigorosamente verificados
- O preço de servidores com GPUs NVIDIA já elevadas pode subir com a redução da oferta
A NVIDIA emitiu nota reafirmando que segue todas as regulamentações americanas e que não tem envolvimento com práticas ilegais.
O contexto das restrições
Desde outubro de 2022, os EUA proíbem a exportação de chips de IA avançados para a China exatamente por seu uso no treinamento de sistemas de inteligência artificial. A administração Biden apertou essas restrições em 2023. O caso de Liaw é o maior detectado até agora.
As ações da Super Micro (SMCI) caíram mais de 12% após o fechamento do mercado americano com a notícia da prisão.

