News19 MarçoO maior erro de negócios da história européia
Edição #38·19 de março de 2026·1 min

🤡O maior erro de negócios da história européia

Pieter Levels desenterrou uma história que todo empreendedor deveria conhecer: a Philips co-fundou a ASML em 1984, a TSMC em 1987, e depois criou a NXP. E vendeu todas elas por lucros de curto prazo nos anos 2000. --- Hoje: ASML vale 545 bilhões de dólares. TSMC vale 1.76 trilhão. NXP vale 50 bilhões. A Philips? 27 bilhões. Se tivessem mantido as participações, seriam a maior empresa da União Européia, valendo 650 bilhões. --- O CEO da época, Cor Boonstra, chamou isso de "ganhar dinheiro com o sucesso do passado". É um lembrete brutal: às vezes a coisa mais valiosa que uma empresa tem é aquilo que ela considera secundário ao negócio principal.

A holandesa Philips, gigante histórico da eletrônica, cometeu o que analistas de mercado consideram o maior erro de alocação de capital da história corporativa europeia. Ao desinvestir de três ativos estratégicos no setor de semicondutores entre as décadas de 1990 e 2000, a empresa transformou um potencial valor de mercado de US$ 650 bilhões em uma capitalização atual de apenas US$ 27 bilhões. O caso ressoa com força no ecossistema de tecnologia brasileiro, onde a tensão entre lucros de curto prazo e construção de infraestrutura de longo prazo é constante.

O império do silício que a Philips construiu e vendeu

Nos anos 1980, a Philips detinha know-how crítico em litografia de precisão e fabricação de chips. A partir dessa expertise, a empresa co-fundou a ASML em 1984 — hoje líder mundial em equipamentos de litografia EUV, tecnologia essencial para a produção de processadores de 3nm e 2nm. Em 1987, participou

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